A cidade renascentista foi um modelo urbanístico teórico que definia não somente a forma, mas modificações na própria sociedade que utilizaria as cidades. Tal modelo ficou restrito aos tratados e a suas aplicações práticas que resultaram na utilização de apenas alguns aspectos daquilo que pregavam os tratadistas. No entanto, nos últimos anos, alguns autores portugueses têm buscado demonstrar que, em Portugal e, mesmo nas colônias, o urbanismo renascentista foi um fato incontestável. Este artigo analisou tal hipótese e encontrou uma realidade diferente, onde o conhecimento das teorias não foi suficiente para alterar significativamente uma realidade definida ao longo da Idade Média nem apagar o conhecimento vernacular de “fazer cidades”.
Palavras-chave: História da cidade, História do Urbanismo, Urbanismo Renascentista, Urbanismo Português.