Autolesão: Neurobiologia, Psicopatologia e Terapia Comportamental Dialética na adolescência
Resumo
A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações e maior vulnerabilidade a comportamentos autolesivos, como a autolesão. Este estudo aborda os fatores neurobiológicos, cognitivos e principais transtornos psiquiátricos que influenciam esse comportamento, destacando o desequilíbrio entre o sistema límbico e o córtex pré-frontal, a atuação do eixo HPA na regulação do estresse e as alterações nos neurotransmissores. Técnicas de neuroimagem apontam comprometimentos na conectividade cerebral em adolescentes que se autolesionam. Condições psiquiátricas como depressão, TPB, TDAH, esquizofrenia e TEA estão fortemente associadas à prática, que muitas vezes é usada como forma de recuperar o controle emocional. A Terapia Comportamental Dialética para Adolescentes (DBT-A) é apresentada como abordagem eficaz, envolvendo familiares para promover ambientes mais saudáveis. O estudo ressalta a importância de estratégias preventivas, capacitação da rede de apoio e compreensão empática das complexidades desse fenômeno, visando práticas de cuidado eficazes na promoção da saúde mental dos adolescentes. A pesquisa foi conduzida com base em artigos internacionais publicados nos últimos dez anos, incluindo revisões de literatura. A seleção dos trabalhos foi realizada na base de dados PubMed, Lilacs e Pepsic utilizando os descritores “autolesão”, “adolescentes”, “transtornos psiquiátricos” e “terapia cognitivo-comportamental”, em diferentes combinações.
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