O branco como norma e o negro como desvio: crítica à normatividade racial na psicologia brasileira
Resumo
Analisando criticamente a forma como a psicologia brasileira contribuiu para consolidar a branquitude como norma e a negritude como desvio, buscamos evidenciar os efeitos da colonialidade na produção de saber. Parte-se da constatação de que, historicamente, a ciência psicológica concentrou seus estudos em pessoas negras e indígenas, reforçando a invisibilidade racial do branco e sua posição de referência universal. Com base em autores como Stuart Hall, Howard Winant, Guerreiro Ramos e Cida Bento, demonstra-se que a ideia de raça é uma construção discursiva que sustenta privilégios materiais e simbólicos atribuídos à branquitude. O artigo também discute como a negritude foi marcada pela condição de anormalidade, mas, ao mesmo tempo, constituiu-se em espaço de resistência, especialmente por meio de movimentos como a Negritude e da emergência da Psicologia Preta. O objetivo central é tensionar a naturalização desses polos hierarquizados, deslocando o foco do sujeito negro como problema para as estruturas de poder que o enquadram como tal. O método utilizado foi o bibliográfico, a partir da análise de autores clássicos e contemporâneos das ciências sociais e da psicologia. Conclui-se que repensar a normatividade racial é fundamental para uma psicologia crítica, descolonial e comprometida com a equidade racial.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
-
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista Hum@nae o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
-
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
-
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.