Mercado de São José: cheiros, ritmos e disciplinas do abastecimento no Recife oitocentista

Autores

  • Artur Garcéa de Lacerda Rocha Faculdade de Ciências Humanas - ESUDA
  • Vanessa Viviane de Castro Sial Faculdade de Ciências Humanas - ESUDA

Resumo

Com sua arquitetura em ferro, regulação higienista e reordenamento do comércio de gêneros de primeira necessidade, o Mercado de São José pode ser entendido como um dispositivo central da modernização oitocentista do Recife. A partir do regulamento de 1875 e de documentação da Câmara, da Assembleia Provincial e do Diário de Pernambuco, o texto reconstrói as formas como o Mercado concentrou vendas antes dispersas pela ribeira, disciplinou corpos e práticas populares e serviu de nó fiscal da municipalidade. Discutem-se o processo conturbado de projeto e construção, as disputas em torno de empréstimos e orçamentos, o quadriculamento interno do espaço e as redes de arrematantes e fiadores que formaram verdadeiros polos de crédito e controle da carne verde. Por fim, o artigo destaca o mercado como laboratório de governamentalidade, onde se cruzaram higienismo, fiscalidade, exclusões sociais e permanências do vuco-vuco popular em torno do edifício.

Biografia do Autor

Artur Garcéa de Lacerda Rocha, Faculdade de Ciências Humanas - ESUDA

Doutorado em História pela UFRPE, Mestre em História pela UFPE e Servidor Público Estadual lotado no Setor de Iconografia e Mapoteca do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE)

Vanessa Viviane de Castro Sial, Faculdade de Ciências Humanas - ESUDA

Mestrado em História Social da Cultura pela UNICAMP; doutoranda em Arqueologia pela UFPE.

Mercado de São José

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Publicado

2026-03-24

Edição

Seção

Comunicações